02/10/2018
Sábado no Smith ... Chaise Brothers
Com o rock no sangue!!!
Existem famílias que trazem o rock inscrito em sua assinatura genética. Quantas bandas incríveis têm irmãos na sua formação? Da nova geração, Kings of Leon é apenas um exemplo à mão. A tradição revela outros casos ainda mais significativos: Mutantes, Beach Boys, Kinks, AC/DC, Stooges, Allman Brothers, Creedence, Black Crowes, Oasis, Supergrass... Não é por acaso, eles estão unidos por um elo especial. Dividem coisas num nível pessoal com óbvia ressonância emocional. E isso se reflete de maneira única em sua arte. Se o sangue não explica, então pode ser karma!
Por aqui, os principais representantes dessa relação familiar com frutos maduros no rock é o power trio Chaise Brothers. Os caras têm um currículo invejável. Gustavo Chaise faz a frente na Severo em Marcha — talvez a banda mais expressiva de rock contemporâneo no estado —, Rabo de Peixe e nos inspirados Impressionistas. Hoje em dia, toca sua carreira solo com um EP gravado em Berlim lançado pelo selo Worldhaus Music. Maurício Chaise foi um dos Malvados Azuis — que deu origem à Cachorro Grande — e Ludovicos. Hoje, é o frontman e guitarrista dos Locomotores. Também, participou das gravações do disco mais recente de Wander Wildner e toca ao lado de Duca Leindecker, em seu novo DVD Plano Aberto. Completando o time se tem o não menos talentoso Rodrigo Chaise: vocalista, guitarrista e principal compositor da Dinartes. Essa banda, inclusive, leva o nome do pai dos guris, o seu Antônio Dinarte Chaise. Homenagem mais do que justa!
Além de suas carreiras individuais, os três irmãos se reúnem na Chaise Brothers, um projeto caprichado, focado num repertório especial de covers que vai desde Elvis Presley, The Beatles e The Rolling Stones; até os contemporâneos The Black Keys, MGMT e Tame Impala. Mas não por muito tempo: compositores prolíficos, já estão escrevendo canções próprias juntos, como era de se esperar. Logo, devem entrar em estúdio. Enquanto isso, investem numa releitura de clássicos do rock de uma maneira bem particular. No palco, a química denuncia: esses caras só podem ter vindo do mesmo lugar!