21/11/2022
Ai, como dói!
Aprenda a identificar e tratar a fibromialgia, uma síndrome caracterizada por um desconforto persistente e generalizado pelo corpo associado a outros sintomas, como cansaço, distúrbios do sono e depressã
De onde vem tanta dor? Embora não exista uma causa palpável, como um tumor, uma inflamação ou uma lesão, a fibromialgia tampouco é uma questão puramente psicológica. Os especialistas acreditam que sua origem está em uma alteração no mecanismo do controle da percepção e da modulação da dor.
Para entender melhor, é preciso saber como funciona esse complexo mecanismo em condições normais. Existem diversos receptores (de sensibilidade dolorosa) distribuídos por todo o organismo. A pele, em especial, tem um bom número deles. Agora, imagine uma tachinha na sola de seu pé. Ao espetá- lo, surge um estímulo nervoso que é transmitido, por meio de impulsos elétricos, até a medula e, posteriormente, ao cérebro. Ao longo desse trajeto, são liberados neurotransmissores - substâncias que servem de mensageiros químicos e levam o impulso doloroso de uma célula nervosa a outra. Uma delas é a substância P (da palavra inglesa pain, dor) que acompanha o estímulo nervoso da sola do seu pé até a medula. Quanto mais a substância P se difundir pela estrutura, maior será a sua percepção dolorosa.
Antes de chegar à área onde será descodificado para virar uma resposta dolorosa propriamente dita, o impulso faz um pit stop na região que processa suas emoções. Acontece que as duas zonas cerebrais ficam muito próximas uma da outra. Assim, se você está de bem com a vida, provavelmente sentirá a ponta da tachinha provocar apenas uma espetadinha. Mas se estiver triste, tenso, a dor poderá parecer muito mais intensa do que realmente é.
Por fim, ao chegar ao destino final, o impulso doloroso ainda sofre influência de outros neurotransmissores, como a noradrenalina, serotonina, dopamina e endorfinas, substâncias que possuem a função de inibir a dor. Dessa maneira, a sensação dolorosa é minimizada na maioria dos indivíduos.